sábado, 21 de junho de 2008

O temporal e 30 mil carros

Parece que ta tudo muito normal. Dias normais, trabalhos normais, noites normais. É tanta coisa normal (pra não dizer banal), que a vida da gente vai ficando meio afogada. Feito esse trânsito de 30000 carros, adicionando uma chuva torrencial e celeste, que nos atrasou em mais de uma hora até o nosso bendito local de destino. Ai, ai, Fernando!

Preciso amar mais
Preciso me amar mais
Preciso te amar mais
Amar o mistério de amar é preciso

Amar é descobrir os avessos. É olhar o outro lado, o nunca visto, o não investigado.
Amar é exercício de investigação, de constante e atenta observância.
Só o observar silencioso da existência nos capacita para uma formulação de palavras...
Só pode dizer alguma coisa sobre uma pessoa, aquele que soube demorar, que soube ficar, permanecer, vigiar, descobrir. As palavras reveladoras só nascem depois da observação silenciosa.
Uma mulher não se sente amada no momento em que o homem a proporciona uma noite de amor, apenas...
Mas sobretudo no momento em que se sentam à mesa de um restaurante, e sem que ela diga nada ele lhe pede o prato favorito.
Amar é descobrir os gostos, os sabores particulares, os desejos mais ocultos.
Amar é saber a cor favorita, o número que calça os pés, o que causa medo e o que encoraja.

Pe. Fábio de Melo.

Ow, querido mestre, por que vc toca realmente na ferida?

* Não espere que se formem 30000 carros a tua frente, embaixo de um toró divino. Não espere que teu irmão entre em depressão, tenha choros convulsivos e decida pular de um precipicio para começar a AMA-LO!

Aff. Fui profunda. Feito o estado da minha alma.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Na casa dos milagres...

Acordei com um gosto amargo na boca. Mas, ora essa, essa era a hora de acordar. Mesmo de cabeça e coração cheios, a minha vida não iria parar.
Levantei, me arrumei, mas não sabia direito aonde ir. E me dei o direito de não saber disso. Deixei que o vento me levasse, que a música tranquila que ecoava pela casa da vizinha ditassem a trajetória de meus passos.
Mas meu humano falou mais forte e lágrimas teimosas queriam rolar por minha face. Mas as forcei a ficar lá. Eu só queria caminhar. Não sei como, não me pergunte, meu caminho se deu numa placa "Casa dos Milagres". "Milagres", pensei. Palavra forte...
Entrei, atraída pelo impacto que a palavra me trouxera. Foi minha primeira parada na minha caminhada sem destino certo. Na sala, uma mulher me recepcionou. Era bonita, de face limpa e se apresentou como Maria, a zeladora da casa. Sua voz calma e seus gestos me transmitiam a doçura de uma mãe.
"Que bom que vc chegou", disse ela. "O dono da casa mandou dizer que vc ficasse à vontade."
A casa dos milagres era pequena, mas aconchegante. Tinha pouca mobilia, uma janela bem grande e uma música instrumental ao fundo. A paz reinava naquele lugar.
Tomada por essa paz, as lágrimas teimosas queriam voltar. O engraçado é que não era mais a angústia. Era simplesmente a sensação de paz que tomava conta do meu coração.
Meus pensamentos foram interrompidos pela doce voz da mulher, "O dono da casa mandou entregar este presente. Pediu que vc não esperasse muito para abrir", disse, entregando-me uma caixa de madeira.
Imaginei mil coisas, lembrei de mil dias, mil faces e mil fases, as mãos tremiam ao pegar a caixa. Ao abrir a tampa, um perfume raro invadiu todo o ambiente. Tirei de lá um anel, de pedra fogo, que me lembrou os aplausos que recebi ao ganhar minha nota máxima. Não me contive, as teimosas já estavam em meu rosto. Peguei um par de sapatilhas, e um belo passo de dança era mostrado no palco. Dentro da caixa também tinha duas fotos. Numa eu estava no carro, feliz da vida, pronta para o meu primeiro passeio. Na outra, eu estava com meus melhores amigos, aqueles realmente do peito, tão lindos e risonhos, numa comemoração. Na caixa, também tinha uma cruz, que me remeteu a tantos acontecimentos meus. Respirei fundo, continuei a vasculhar meu presente. Encontrei alguns lápis e papéis de carta meio rabiscados, nas minhas cores prediletas."Mas como pode?! Como tem tudo isso nessa caixa?!", me perguntei, olhando pra cima, sem conseguir mais controlar minha emoção. Catuquei no fundo da caixa, pois um papelucho brilhante me chamou atenção no meio daquilo tudo. Peguei e entendi o porquê de minha chegada até ali: "Espanta-te com o que vês? Tem tantas coisas tuas nessa caixa não é? Vc se lembra das noites de choro, das alegrias, das orações, de todas as nossas partilhas? Eu as guardo não só em meu coração, mas também aqui nessa caixa. Sabia que tu virias aqui e pedi que te entregassem junto com este bilhete. Só que quero lembres que o meu AMOR É INCONDICIONAL por vc e que minhas promessas de GRANDE FELICIDADE serão cumpridas. Ass.: Teu pai."
Olhei, espantada para a zeladora Maria. Ela sorriu e disse apenas: "Meu filho é perfeito e fiel".


Gosto muito de vc. Apesar da distância das nossas vidas, vc é um dos meus exemplos de vida.
Você é um anjo. Quero estar bem pertinho, para aplaudir mais e mais feitos maravilhos que Deus fará em sua vida.
Vc é uma vitoriosa!"




terça-feira, 17 de junho de 2008

Um lado puxou ao pai, o outro à mãe!

Um lado social,
o outro esportivo,
Acertei na cor,
numero,
modelo,
eu roubei as intruções especificas. ;)

=**

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Hands...

Me promesteste a vitória.
Estou me esvaindo em sangue e lágrimas
Estou de caminho marcado
Só nós sabemos o que se passa.
Só nos sabemos das preces e confidências
Eu sei que não é mentira.
Se agora eu choro,
Me deixa segurar na tua mão
Levá-la ao meu rosto, enxuga-lo
Pois eu tenho outra mssão
E continuo confiante.
Vc não homem pra mentir, não.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Deje(i)to

Teu jeito é um de jeito
Que quando brigamos
Me dá um atropelo
Na garganta, quero cortar o gelo

Ah, meu bem, eu sei
Meu bem, ah sei

A tua cara amarrada
Não resiste ao meu olhar
Ao afago que insisto em roubar
de você, da falsa muralha

Coração mole, Coragem reta
Prezas o bem-querer
E eu sou apenas uma rebelde
Querendo entender

O que é sim? O que é não?
Não puxa tão forte a minha mão!
Eu sei que é a escuridão.
Só me ensina isso sem sermão.

No fim, eu sei que vamos brigar
Você sempre ouve no fim
Eu quero viver do meu jeito, você sabe
Só que Eu Te Amo mesmo assim

E não vá embora,
Não agora,
Deixe correr pra perto de ti
Espocar um enorme beijo em ti.



quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mamusca and me

A minha rosa no asfalto.
Tem os espinhos que a vida se encarrega de deixar
Tem o perfume inebriante do sorrisso mais precioso
É o meu tesouro
Eu atravessaria a mais movimentada avenida só pra ter vc
Sempre, e pra todo sempre do meu lado.

Te amo, exemplo!



domingo, 25 de maio de 2008

Insisto, persisto, consigo!

Pode vir muitos M'Ms
Os chocolates de gosto muy amargo
Que é capaz de eu estar tão louca
Que tudo terminará num abraço.

Serei seu calcanhar de Aquiles
Aquele calo provocado pelo salto alto
Serei a sombra iluminada de sol
A presenca eterna, seu encalço.

Fuja, se puder ser fraca
Eu não posso, eu tenho amarras
E o teu gosto muy amargo
Vira apenas placa 'Rio Salarmargo'


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Maior abandonada...

23/05/08
Me perdi numa cidade sem dono,
Comecei a caminhar
Eu ia seguindo sem consolo
a dor de abandono

Mas você começou a me seguir,
então me acompanhou,
cantou a mesma canção
riu das minhas idiotices

De repente, voce toma a rua contraria
Dobra a esquina, eu não te vejo mais
Olha para trás,
Mas depois eu não te vejo mais

Deixo cair os meus livros de cristal
Apanho, limpo-os com cuidado
Olho para trás e a esquina vazia
Porque voce tomou rumo tal?

Paro só um pouco
Sento, quieta, cansada
Pensamentos loucos
Nos degraus da escada

Caminho sem um braço,
Caminho sem uma perna
Caminho ansiando voltar pra casa
Caminho de lembranças que tem asas



domingo, 18 de maio de 2008

Dias melhores virão... (no verão?!)

18/05/08
Nada a comentar, só precisava pegar um carro, um pequeno mói de coisas e ir'mbora ver uns cenários assim. Que a realidade fosse sonho e o sonho fosse realidade pelo menos por 2 segundos...
Fico só na vontade...


terça-feira, 13 de maio de 2008

Estradas

No onibus, a visão do desatino.
Como será o meu caminho?
Então, sinto tua voz bem pertinho:
"Vem que te ensino"

domingo, 4 de maio de 2008

Idas

A minha dor tem o tamanho exato que eu dou a ela.


Se vc tiver de ir, vá! Mesmo acreditando na teoria de que pessoas legais (em sua grande maioria), moram longe (deve ser pra alegrar a vida de outras pessoas), me conformarei que se vc estiver longe, mas feliz, já serei feliz por vc estar feliz.


Que

Vivo a mesma novela que tu vives

Apenas mudam cenários e personagens,

Ou quem sabe eles até se cruzam,

Mas o enredo é e sempre será o mesmo.


Compartilhamos, sem saber,

As mesmas dores,

As mesmas alegrias,

As mesmas perguntas,

As mesmas respostas,

As mesmas lágrimas,

As mesmas expectativas


O que temos de diferente?


É que o final da história vai depender apenas de como vc e eu encaramos o enredo, afinal o final feliz (ou não?) quem escreverá será cada um de nós.


Que vc me decepciona. Eu te decepciono tb.

Que vc pode me fazer muito feliz. Eu pode te fazer feliz tb.

Que Deus é simplesmente meu pai. Eu preciso desesperadamente ser sua filha.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Série: Click!




La mia respuesta.

Quando estou triste,
Quando estou alegre,
Quando um mói de coisas querem me afogar...
ELE vem e me diz ao pé do ouvido:
"Você não está sozinha nessa"
Talvez (ou com certeza) é meu motivo para estar lutando.
Amo.

domingo, 23 de março de 2008

Não sei como nem porquê, só sei que amo...

Não como nem porquê, só sei que amo.
Com uma espécie de amor que chora, ri, torce.
Com uma espécie de amor que não aceita tudo, mas tenta entender tudo, querendo apenas uma palavra.
Eh, ainda não consigo amar como São Paulo... :?
Apenas amo.

sábado, 15 de março de 2008

Piquenique da manhã! =P


Ah, minha nostalgia...
Na época, eu sabia que era uma passagem da minha vida. Eu sabia que não podia ficar pra sempre. Mas eu tinha que passar por isso. Eu tinha de estar ali. E aprendi tanto, que jamais me arrependo de começar tudo ali, na simplicidade daquele lugar...
Hoje, já não estou tão perto, mas tão lembranças muito boas. Estão nas fotos (não até quando) e na memória (pra sempre, com certeza!)
Foto da casinha onde eu morava, na hora do piquenique-café-da-manha, assistindo Bom Dia Brasil, antes de ir trabalhar.

Saudades (ou algum sentimento parecido...)