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sábado, 1 de março de 2014

Não tenho palavras, mas me escute!

Oi, Pessoa.
Eu não falo.
Não tenho palavras, mas me escute!
Posso externar todo o meu amor, carinho, companheirismo, com meus latidos e abanando meu rabo toda vez que eu te ver, pois aprendi a te amar nos pequenos gestos, naquele seu afago às 6 da manhã e as 6

da tarde. Queria adivinhar teus pensamentos, gritar bem "Te amo!", mas sou tão bom em aguçar seus outros sentidos, que meu "Au-Au!" já exprime todo o meu sentimento. Sou um conquistador, reconheço.
Eu não falo!
Não tenho palavras, então me sinta!
Não posso externar com palavras toda a minha dor, minha febre de 40,3ºC, meu sangue pelo nariz e todas as fraquezas do meu corpo. Minha cela está tão triste, tem algo escorrendo pelo meu nariz, meus donos me chamam e eu quero sair! Estou gritando! Alguém me escute! Eu ainda não morri! Meu dono não desistirá de mim! E nem eu dele! Eu vou lutar até o fim! Ainda tenho que latir muito e espantar as visitas que chegarem na casa achando que podem reinar além de mim.
Me espera, amor, que eu tô voltando...


  

domingo, 26 de setembro de 2010

#Enquanto o coração bate, enquanto a cabeça lateja...

Como aceitar
Que o brilho dos meus olhos acabou
Que o Amor saiu a viajar
E não me disse se vai voltar

Como aceitar
Que minhas lágrimas rolarão sozinhas
Sem ninguem para enxugar
Que o que sobrou foi o opaco da dor?

Que vivo a caminhar
A me perder num fim de mundo
E mergulhar em mim
no rio opaco do meu opaco imundo

Que são as dores do peito
Saem? Não, entram!
Queimando sem pena
Transformando em cinza amena

Que agora se foi o colorido
Logo na chegada da Primavera!
E eu vivo a ludibriar a priminha:
"Vera, hoje não tem piscina nem festa!"

Que curte-se o Inverno prolongado
Minha cutis já não é de pêssego
Lágrimas fazem mal à pele
Depois de já terem arrasado a alma

E o pior, como entender?
Que é com você!
Que eu quero tudo
E não vejo nada?

sábado, 24 de julho de 2010

2 Gumes

- Mas, e aí tu fazia o que da vida?
Era fim de tarde. Estava um friozinho gostoso na praia. Ele fitava a garota, sentado ao seu lado, estudando suas poucas expressões. Aliás, após a pergunta, ele não viu (nem ouviu) nada dela.
Ajeitando seus óculos "nerd", perguntou:
- Te fiz uma pergunta. E aí?
A garota era bonita, seus cabelos eram longos e iam de lá pra cá no inebriante balanço do vento. Seu sorriso parecia que exalava uma fragância. Dava vontade de ver (sentir) o seu sorriso sempre. Ela não olhava para os lados, apenas fitava o mar, como se estivesse estudando suas ondas. Sorriu, timidamente, e por fim, respondeu:
- Eu rasgava tecidos.
- Você... o que?
- Isso. Eu rasgava tecidos com facas. - Finalmente, ela virou para o lado e olhou sem sorrir para ele.
- Cara, que viagem! Desculpa, desculpa, foi mal aê o espanto. - Ele estava tentando melhorar sua conduta junto a moça.
- Não se preocupe. Já vi expressões bem mais ridiculas que as suas. - Brincou, piscando um dos olhos.
- Pô. Eu sei, eu sei. Eu sou rídiculo mesmo. - Ele sorriu, meio sem graça.
- Tsc, tsc...Rídiculo... - ela balbuciou, enquanto tirava uma mecha da frente do olho, que o vento insistia em colocar. - Deixa de ser bobo, nerd!
E riram. Ele sentia-se mais relaxado. Percebeu que a brincadeira não tinha incomodado a garota. Arriscou uma segunda pilhéria:
- Certo. Mas coitados das almas e dos sentimentos desses tecidos, né? Já pensou?! Cara, os coitados ficaram com feridas pra sempre. Objetos cortantes devem doer, hehehe. - E começou a dar risada da própria piada.
Ao ouvir aquilo, a garota ficou paralisada. Durou um milésimo de segundo. Serenou o semblante, ainda com os olhos fixos no mar e suspirou: - Eu sei que doi.
E mostrou a mão para o garoto. Sua palma e dedos eram cheios de cicatrizes e marcas. Uma lágrima estava em seu rosto.
- Eu só tinha uma faca de dois gumes sem cabo.

sábado, 10 de julho de 2010

Coração Arrebentado, ops, Acorrentado

- Eu acho que vc precisa se permitir mais...

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Eu começo a ter medo de mim mesma. E vejo que recebemos heranças, mas não nos é perguntado se a aceitamos ou não.
A coisa que eu mais odiava em alguém muito querido, eu também fazia em outro alguém querido.

Me sinto um monstro. Já não sei se posso companhia agradavel para alguém, sem depois feri-la com o que sou: um monstro!

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E a sentença do meu morto deve ter sido maior ainda morto deve ter sido maior ainda.
Mas cada calvário teu eu tomei como meu.
Fiquei na janela esperando a tal banda passar pra eu sair cantando mas não passou
ficou o banzo
e aquele choro soluçado da banda eu escutei que ela passara pela igreja e a praça
mas nem sei se foi e lá continuou o calvário
ia janela, janela ia
mas nada via
ja tinha pergutando a nosso senhor
"Pra que eu aqui, sinhô?"
"Espere um pouco mais, cumpra a sua pena. Eu sinto pena, mas quando se cria a dor, se cria e atura também"
E os dias viraram anos, arrastados pelo frio de um frio abrupto, outras vezes mascarado por um sono que eu rezava pra ser ultimo e eterno. E chora mais. E mais. Todo mundo vê, mas ninguem percebeo quão pesado é o ouro negro...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, como se o dia fosse eu.

Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu “ah nesse tempo eu era mais feliz”
Ou pensarei “ah, que tempo triste foi aquele”!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dívida de chumbo no meu coração...

terça-feira, 8 de junho de 2010

"Para onde eu quero ir nem carro e avião me levam e nem entorpecentes me proporcionam"


é verdade tenho pena de mim e sou fraco nunca antes uma coisa nem ninguém me doeu tanto como eu mesmo me dôo agora (CFA)
Descansa, ó sede dos sentimentos, das emoções, da consciência! (Porque eu só posso esperar e confiar ...) =]
Porque o fim sempre é bom. Senão está bom, AINDA não é o fim. #Creia =)
É tão forte a sensação que parece que ela vai se tornando real. E tudo vira um grande eco. #Só =(
A maré nunca esteve tão forte como agora...   
Escreve a poesia e eu assino contigo. Não estou inspirando romantismo. Nem mentindo.
Minha música agora? Amadores, de Leoni. Mas não queira que ela tb seja a sua. Tem outras músicas muito mais legais dele pra falar de vc =(
Vc não sabe de onde veio a bala. Vc não escuta o barulho do tiro. Vc só sabe que o peito tá queimando. É mais ou menos assim...
Os autistas é que são felizes. ¬¬ #baddays