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sábado, 1 de março de 2014

Não tenho palavras, mas me escute!

Oi, Pessoa.
Eu não falo.
Não tenho palavras, mas me escute!
Posso externar todo o meu amor, carinho, companheirismo, com meus latidos e abanando meu rabo toda vez que eu te ver, pois aprendi a te amar nos pequenos gestos, naquele seu afago às 6 da manhã e as 6

da tarde. Queria adivinhar teus pensamentos, gritar bem "Te amo!", mas sou tão bom em aguçar seus outros sentidos, que meu "Au-Au!" já exprime todo o meu sentimento. Sou um conquistador, reconheço.
Eu não falo!
Não tenho palavras, então me sinta!
Não posso externar com palavras toda a minha dor, minha febre de 40,3ºC, meu sangue pelo nariz e todas as fraquezas do meu corpo. Minha cela está tão triste, tem algo escorrendo pelo meu nariz, meus donos me chamam e eu quero sair! Estou gritando! Alguém me escute! Eu ainda não morri! Meu dono não desistirá de mim! E nem eu dele! Eu vou lutar até o fim! Ainda tenho que latir muito e espantar as visitas que chegarem na casa achando que podem reinar além de mim.
Me espera, amor, que eu tô voltando...


  

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O bom filho a casa torna :)

E cá estou. Blog, te amo. Com o mesmo amor que as minhas lembranças guardadas em minha caixinha de guardados gozam.


(B;*)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Para Amy, você e eu

Ontem, terminei minha saga com a série Dawson's Creek. Realmente, uma das mais bonitas séries de todos os tempos. Sentirei muitas saudades. Ainda bem que posso mata-las, dando uma olhadela nos arquivos do computador ;)
Conseguir o seriado foi algo meio imáculado para mim. Eu não ousei ver nenhum episódio antes de realmente assisti-lo pra valer. Achava que estaria estragando a suspresa. Oh, yeah, eu sou boba. E daí?!
Daí que a série foi sempre uma das coisas que eu mais gostava de assistir nos meus momentos de entretenimento. Sempre as situações pelas quais Dawson, Joey, Jen e Pacey passaram, faziam com que eu pensasse em alguma area da minha vida. Os tinha como amigos à distância.
Essa coisa toda intocável com a série me rendeu uma baita emoção com o episódio penúltimo e o final. Chorei muito. Foi lindo, engraçado, alegre e triste. Uma genial mistura. Tão tocante que eu podia sentir a dor e a alegria de cada um. Transportei-me para Capeside.

Existem várias, é uma odisséia encontrar uma cena que não seja  linda entre 105 minutos do episódio final, mas acabei escolhendo a cena em que Jen, sabendo que ia morrer, deixa um video para que sua filhinha, Amy, possa ver no futuro. É simplesmente L-I-N-D-O!



"Oi Amy. É a mamãe.
Bem, qunado você vir isso, não estarei mais aqui. Sei que isso é um saco, para nós duas.
Já que não estarei viva para te atormentar, pensei em fazer uma lista das coisas que desejo para você. Bem, há as coisas óbvias: educação, familia, amigos. E uma vida cheia de coisas inesperadas.
Cometa erros...cometa muitos erros. Porque não jeito melhor de aprender e crescer, está bem?
Quero que passe muito tempo no mar, porque o mar a força a sonhar. E eu insisto que você, filha, seja uma sonhadora.
Deus? Eu nunca acreditei em Deus. Aliás, gastei muito tempo e energia, tentando provar que Deus não existe. Mas eu espero que você possa acreditar em Deus. Porque eu vim a perceber, meu bem, que não importa se Deus existe ou não. O importante é acreditar em algo, porque prometo que esta crença lhe aquecerá à noite. E quero que se sinta segura sempre. E, então, há o amor...
Quero que ame de corpo e alma. E quando encontrar este amor, onde quer que o encontre, quem quer que você escolha, não fuja deste amor. Mas não precisa correr atras, também. Seja paciente e o amor virá até você, eu prometo, quando você menos esperar.
Como você, como passar o melhor ano da minha vida, com a mais doce, mais esperta e mais linda menina do mundo. Não tenha medo, meu bem. E lembre-se: amar é viver." 


Dawson's Creek -  All Good Things… Must Come To An End (6x23/24)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Perdão, Festão!

Perdoar-se é Libertar-se
É viver num eterno carnaval
É confete de felicidade
Teu sorriso largo espalhou serpentina

E quando tocar a nossa música
Aquela que entre risos e aperitivos
Olhavámos e gargalhavámos
Declarações que ninguém imaginara

Tantas festas passaram
Várias serpentinas atiradas
Dez pacotes de confetes no salão
Mas minha mãe queria não

Sinto muito, mamãe
Essas lágrimas vão estragar a maquiagem
E não vou querer que ele me veja assim
Eu não quero me ver assim

E agora a nossa música toca
Alguém joga confete bem na nossa cara
Que importa?
Nossos risos (e só)
Quem poderá significar o nosso significado?




P.S.: ;)

domingo, 26 de setembro de 2010

#Enquanto o coração bate, enquanto a cabeça lateja...

Como aceitar
Que o brilho dos meus olhos acabou
Que o Amor saiu a viajar
E não me disse se vai voltar

Como aceitar
Que minhas lágrimas rolarão sozinhas
Sem ninguem para enxugar
Que o que sobrou foi o opaco da dor?

Que vivo a caminhar
A me perder num fim de mundo
E mergulhar em mim
no rio opaco do meu opaco imundo

Que são as dores do peito
Saem? Não, entram!
Queimando sem pena
Transformando em cinza amena

Que agora se foi o colorido
Logo na chegada da Primavera!
E eu vivo a ludibriar a priminha:
"Vera, hoje não tem piscina nem festa!"

Que curte-se o Inverno prolongado
Minha cutis já não é de pêssego
Lágrimas fazem mal à pele
Depois de já terem arrasado a alma

E o pior, como entender?
Que é com você!
Que eu quero tudo
E não vejo nada?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Inefável

Palavras dispensáveis
Gestos, atitudes, ações
Essas inefáveis

Tua cara de pena, teu choro explosivo
Dispensáveis
Olhos se olham, mãos que se apertam
Essas inefáveis

A resposta chama-se Amor
Verdade, humildade, traduções de ardor
Indispensáveis
Dessas inefáveis

A Cruz respondeu
ao clamor do Amor
Mas, ninguém ouviu
à lagrima inefável
o grande ardor

domingo, 29 de agosto de 2010

Vem logo, meu amor
Que o tempo escorre pelos meus dedos
Que os palmos de distância
não separem e acalmem essa dor

Vem logo, amor
Tenho um lençol quentinho
Quero sentir teu carinho
Contando as estrelas que existem no céu

Fica, carinho
As Avenidas, ruas e vielas nos aguardam
A chuva caindo
Molhando nossos beijos já molhados

Desalinho, carinho
Meus cabelos tem o teu cheiro
Teu peito já tem o meu perfume
E desalinho, agarrado feito tatuagem

Imagem minha
Minha imagem
Nossas vidas pra sempre entrelaçadas
Laçadas num abraço apertado

Eu te agarro
Eu acho, eu me perco
Não penso, logo esqueço
Que já é hora de acordar...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, como se o dia fosse eu.

Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu “ah nesse tempo eu era mais feliz”
Ou pensarei “ah, que tempo triste foi aquele”!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dívida de chumbo no meu coração...